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Cirurgia micrográfica de Mohs

A cirurgia de Mohs é  uma técnica cirúrgica extremamente meticulosa para o tratamento dos principais tipos de câncer de pele, como o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular.

Desenvolvida nos Estados Unidos em 1930 pelo Dr. Frederick Edward Mohs, foi progressivamente aperfeiçoada, principalmente com o surgimento de novos Criostatos, que permitem o preparo mais rápido dos tecidos tumorais para análise microscópica. Hoje é a técnica de preferência nos Estados Unidos para tratamento dos carcinomas basocelulares.

O PROCEDIMENTO

Na cirurgia convencional, uma margem de 5 a 6 mm é normalmente aplicada ao redor do tumor e posteriormente a peça é encaminhada para exame de congelação ou exame anatomopatológico em parafina (que pode demorar dias).

Na cirurgia de Mohs, uma margem inicial de apenas 2 mm pode ser aplicada, já que praticamente 100% das margens serão analisadas logo em seguida, o que permite poupar tecido são em áreas nobres, como a face.

Após anestesiar e retirar o tecido do tumor, o Dermatologista realiza um mapa da peça, que é pintada com cores diferentes, permitindo identificar cada uma de suas margens e sua posição em relação à área de retirada no paciente. A peça é também achatada com incisões de relaxamento, permitindo a realização de cortes microscópicos horizontais mais precisos, abrangendo tanto as margens profundas como laterais do tumor.

Em seguida, a peça é preparada com o auxílio de um equipamento chamado Criostato, que permite congelar e realizar cortes extremamente finos (5 a 6 micrômetros). São em seguida confeccionadas lâminas microscópicas que são analisadas durante a cirurgia pelo cirurgião dermatológico. Caso não exista tumor nas margens analisadas, pode-se proceder à reconstrução do defeito cirúrgico com uma sutura simples, ou com a confecção de retalhos locais ou enxertos, conforme o tamanho da lesão e a sua localização.

Caso seja identificado tumor nas margens, com o auxílio do mapeamento realizado, é detectada a sua localização precisa, permitindo a retirada de mais uma fina camada de tecido apenas na área afetada, poupando área de pele sã. O procedimento é repetido até que todas as margens estejam livres e o cirurgião dermatológico possa realizar a reconstrução da ferida com segurança.

VANTAGENS DA CIRURGIA DE MOHS

  • Como praticamente 100% das margens são analisadas, a taxa de cura é superior, atingindo entre 98 e 99%, contra 93% das cirurgias convencionais. Para os tumores recidivados, que voltam a aparecer após cirurgias anteriores, a taxa de cura é estimada em 95%, contra 80 % das demais técnicas.
  • A Cirurgia Micrográfica de Mohs permite poupar tecido são em áreas nobres da face, uma vez que pode partir de uma margem inicial de 2 mm para os carcinomas basocelulares e, caso seja identificado tumor nas margens, apenas as áreas acometidas serão removidas nas fases seguintes.
  • Cirurgia de Mohs x Congelação tradicional – Na congelação tradicional são realizados cortes verticais na peça (bread loaf), o que permite uma análise por amostragem de algumas partes das margens da peça cirúrgica. Por sua vez, na cirurgia de Mohs, a peça é achatada e os cortes são realizados mais finos e horizontalmente, permitindo o monitoramento de praticamente 100% das margens laterais e profundas.

PECULIARIDADES DA CIRURGIA DE MOHS

Por ser uma técnica mais meticulosa, a cirurgia de Mohs é normalmente mais trabalhosa e demorada que a cirurgia convencional e que a técnica de congelação tradicional. O tempo cirúrgico vai depender do tipo e do tamanho do tumor. Em muitos casos pode ser necessário um período (manhã ou tarde) para realizar o procedimento. Em casos complexos, pode ser necessário mais de um período.

Em virtude de ser mais demorado, na maioria das vezes o procedimento é feito com auxílio de sedação, para maior conforto do paciente.

Para realizar esta cirurgia é necessário um treinamento específico do Dermatologista, objetivando a retirada correta da lesão, preparo da peça e análise histológica das lâminas, além da reconstrução da ferida cirúrgica. São necessários também instrumentais laboratoriais adequados, um Criostato de qualidade e o auxílio de um técnico em histologia para preparo das lâminas com rapidez e eficiência. Em casos mais complexos, pode ser necessária uma equipe multidisciplinar, com participação de cirurgião plástico e patologista, particularmente em tumores maiores e mais raros.

Essas particularidades elevam o custo do procedimento, que vai depender da extensão e localização do tumor, reconstrução necessária e equipe envolvida em cada caso.

PRINCIPAIS INDICAÇÕES DA CIRURGIA DE MOHS

  • Tumores invasivos, incompletamente excisados (margens comprometidas) ou recidivados.
  • Tumores com subtipo histológico mais agressivo, como o carcinoma basocelular esclerodermiforme e o dermatofibrossarcoma.
  • Tumores em áreas com necessidade de poupar tecido, como áreas nobres da face.

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