Revista Evoke: HIV e doenças dermatológicas

No dia 1º de dezembro é celebrado o Dia Mundial de Luta Contra a AIDS. No Brasil, a data passou a ser lembrada em 1988. A doença afeta o sistema imunológico, favorecendo o desenvolvimento de várias enfermidades. Em relação à dermatologia, reações na pele podem representar um alerta para a presença do HIV. Além de chamam atenção para o diagnóstico precoce da doença.

O dermatologista Luciano Morgado, explica que algumas dermatoses podem ser desencadeadas pela presença do vírus da AIDS. “Havendo o contato com o vírus, as pessoas podem ter, inicialmente, sintomas como manchas avermelhadas pelo corpo, e descamação. Com a evolução da infeção para a fase de doença, o sistema imunológico fica debilitado e comprometido. Dessa forma pode ocorrer o surgimento de doenças como histoplasmose ou criptococose cutânea, por exemplo”, explica o especialista.

O profissional enumera outras doenças dermatológicas que podem ter relação com o vírus HIV: “O ‘molusco contagioso’ é uma infecção que se manifesta com pápulas avermelhadas ou da cor da pele, e com uma depressão central. Já a herpes se caracteriza pelo aparecimento de pequenas bolhas agrupadas em forma de ‘cacho de uva’ sobre uma placa avermelhada, geralmente na região dos lábios e nas genitálias. Em portadores de HIV, esse quadro pode ser mais intenso e recorrente. Pode ocorrer uma forma mais grave, chamada herpes zoster, que é mais extensa e costuma se manifestar com bolhas maiores apenas em um lado das costas ou da face, ou mesmo em um membro”, alerta Luciano Morgado.

Até mesmo a dermatite seborreica, popularmente chamada de caspa, segundo o dermatologista, deve ser acompanhada com atenção: “É uma doença que afeta grande parte da população, mas em pessoas infectadas pelo HIV os sintomas são mais graves, evoluindo para lesões inflamatórias. As regiões mais propensas são a face, tronco e couro cabeludo, porque possuem maior quantidade de glândulas sebáceas”, acrescenta o médico.

Outra doença que se manifesta na pele é o vírus HPV, que se caracteriza pelo surgimento de múltiplas verrugas. O quadro clínico é mais intenso em pacientes com HIV: as lesões se tornam maiores e surgem em maior quantidade.

“A prevenção, o diagnóstico precoce e o combate ao preconceito são as principais e mais importantes ações para que a população esteja consciente e cuide de sua saúde”, conclui o dermatologista.

Link da publicação: https://revistaevoke.com.br/hiv-e-doencas-dermatologicas/

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DRA. JÚLIA KIPPERT

- Título de especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia;

- Membro efetivo titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia - SBD;

- Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica – SBCD;

- Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Rondônia – UNIR;

- Residência Médica em Dermatologia na Universidade Estadual de Londrina - UEL;

- Especialização em Cosmiatria Dra. Bruna Bravo no Rio de Janeiro;

- Fellow em Beleza Funcional;

- Pós-graduanda em tricoses e onicoses (cabelo e unha).

DRA. BRUNA CÔRTES

Graduação em Medicina na Universidade de Brasília.

Residência médica em Dermatologia no Hospital Universitário de Brasília.

Especialista em Radioeletrocirurgia e Indução percutânea de Colágeno com Agulhas.

Especialista em Dermatoscopia Avançada e Dermatopatologia.

DRA. TAINAH DE ALMEIDA

Graduação na Universidade Católica de Brasília (UCB), Brasília - DF

Residência Médica em Dermatologia no Hospital Regional da Asa norte (HRAN), Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e Associação Médica Brasileira (AMB)

DRA. MARIANA QUEIROZ

Residência Médica em Clínica Médica pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo - SP

Especialização em Dermatologia pela Universidade Lusíada - Santos - SP ( Credenciada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia - SBD)

Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia