Implante capilar

Em casos de calvícies um pouco mais avançadas, nas quais não é possível o tratamento exclusivamente com medicamentos ou com os procedimentos como a MMP capilar, mesoterapia capilar, PRP (plasma rico em plaquetas) capilar e laser, pode estar indicada a cirurgia de implante capilar.

Para a realização dessa cirurgia, é necessário que o paciente possua uma área doadora adequada (região occipital, acima da nuca), com boa densidade de folículos.

Duas técnicas podem ser utilizadas para a cirurgia de implante capilar: técnica FUT e técnica FUE.

Na técnica FUT, ou em faixa, é extraída um estreita faixa (entre 1 e 2 cm de largura) de tecido capilar da região doadora. As unidades foliculares individualizadas são então minuciosamente separadas, com o auxílio de microscópios, pela equipe de auxiliares técnicos. Simultaneamente são confeccionados os orifícios com microlâminas na área receptora, de forma delicada, para implante delicado das unidades individualizadas, respeitando-se a naturalidade da linha anterior do couro cabeludo. Segue-se o implante com pinças delicadas de todas as unidades foliculares obtidas com a dissecção microscópica. A cicatriz linear na região doadora é habitualmente camuflada com o crescimento do cabelo na região acima da nuca.

Na técnida de FUE, os folículos são extraídos da área doadora já de forma individualizada, como o uso de aparelhos elétricos e micropunchs circulares, com diâmetro entre 0,8 e 1mm. Dessa forma, evita-se a cicatriz linear na região acima da nuca. As cicatrizes minúsculas dos punchs são habitualmente imperceptíveis na região após a cicatrização. Esta técnica é particularmente indicada para pacientes que utilizam cabelo mais curto ou com calvícies não tão extensas, já que habitualmente consegue-se obter menor número de unidades foliculares com a técnica FUE.

Técnica híbrida: Em casos selecionados, com calvícies mais extensas, pode-se realizar simultaneamente as duas técnicas (FUT e FUE), de forma a se obter maior número de unidades foliculares. De forma que, acima e abaixo da área da incisão linear, utiliza-se o aparelho de FUE, para se obter mais unidades foliculares individualizadas abaixo e acima da incisão de FUT.

A cirurgia é realizada em equipe, com duração entre 06 e 10 horas, a depender da área a ser tratada. Normalmente é realizada em centro cirúrgico ambulatorial, com o auxílio de sedação pelo anestesista, para maior conforto do paciente.

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DRA. BRUNA CÔRTES

Graduação em Medicina na Universidade de Brasília.

Residência médica em Dermatologia no Hospital Universitário de Brasília.

Especialista em Radioeletrocirurgia e Indução percutânea de Colágeno com Agulhas.

Especialista em Dermatoscopia Avançada e Dermatopatologia.

DRA. TAINAH DE ALMEIDA

Graduação na Universidade Católica de Brasília (UCB), Brasília - DF

Residência Médica em Dermatologia no Hospital Regional da Asa norte (HRAN), Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e Associação Médica Brasileira (AMB)

DRA. MARIANA QUEIROZ

Residência Médica em Clínica Médica pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo - SP

Especialização em Dermatologia pela Universidade Lusíada - Santos - SP ( Credenciada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia - SBD)

Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia